Modelo permanece isolado no topo dos emplacamentos, enquanto Pop 110i e Biz completam um pódio dominado pela Honda.
A Honda CG 160 continua como a motocicleta mais emplacada do Brasil em setembro de 2026. Os dados parciais mais recentes disponibilizados pela Fenabrave apontam 26.095 unidades para a família CG 160 no mês, resultado que mantém o modelo com ampla vantagem sobre os demais veículos de duas rodas. Como setembro ainda não terminou, o ranking permanece sujeito a alterações até o fechamento oficial do período. (Fenabrave)
A segunda colocação também pertence à Honda. A Pop 110i aparece com 13.048 unidades, praticamente metade do volume registrado pela CG. Logo depois está a Biz, com 12.530 emplacamentos. Assim, os três primeiros lugares do mercado brasileiro permanecem ocupados por modelos da fabricante japonesa, todos direcionados principalmente à mobilidade cotidiana e ao segmento de maior volume. (Fenabrave)
A liderança já estava evidente na primeira metade do mês. Até 14 de setembro, a CG contabilizava 21.294 unidades, contra 10.901 da Pop 110i e 10.375 da Biz. Naquele recorte, os três modelos apresentavam evolução em relação ao ritmo observado em agosto: 3,4% para a CG, 7,7% para a Pop e 13,9% para a Biz. No dia seguinte, a CG já alcançava 23.854 emplacamentos. (CAR.BLOG.BR)
Os números reforçam uma característica do mercado brasileiro de motocicletas: os modelos de baixa cilindrada continuam concentrando grande parte da demanda. Preço de aquisição, consumo, manutenção relativamente simples e facilidade de utilização no trânsito urbano ajudam a explicar a força dessa categoria. O cenário também ocorre em um momento de expansão mais ampla do setor: no primeiro trimestre de 2026, o mercado havia registrado 571 mil emplacamentos, crescimento de 20,6% sobre o mesmo período anterior. (Motonline.com.br)
Por que a Honda CG 160 continua tão distante das concorrentes?
A CG ocupa uma posição particular no mercado brasileiro porque atende a diferentes perfis de consumidor. É utilizada como meio de transporte diário, ferramenta de trabalho e primeira motocicleta, além de possuir presença consolidada em cidades de praticamente todos os portes. Essa amplitude permite que o modelo mantenha volumes elevados mesmo em períodos nos quais o mercado passa por mudanças de preço, crédito ou preferência do consumidor.
Os dados de setembro mostram o tamanho dessa diferença. Com 26.095 unidades no relatório corrente da Fenabrave, a CG registra praticamente o dobro da Pop 110i, segunda colocada com 13.048 unidades. A Biz aparece logo atrás, com 12.530. Na sequência está a NXR 160, que soma 8.983 unidades no mês. (Fenabrave)
O desempenho não representa uma mudança repentina. A CG já vinha liderando os rankings anteriores. Em agosto, por exemplo, dados próximos do fechamento do mês indicavam 45.557 unidades, com crescimento de 0,7% em relação ao período anterior. A Pop 110i ocupava novamente a segunda posição, então com 22.297 unidades. Isso mostra que a configuração observada em setembro mantém uma tendência já consolidada no mercado. (CAR.BLOG.BR)
A diferença também evidencia o peso dos modelos voltados ao uso urbano e profissional. Em um país no qual motocicletas são utilizadas intensamente por entregadores, prestadores de serviços e trabalhadores que precisam percorrer grandes distâncias diariamente, economia operacional tende a ter peso significativo na compra. A CG conseguiu construir uma presença histórica nesse público, enquanto Pop e Biz atendem consumidores que procuram propostas ainda mais simples para deslocamentos urbanos.
Pop 110i e Biz também crescem e reforçam domínio da Honda
A disputa pelo segundo lugar está consideravelmente mais equilibrada. A Pop 110i soma 13.048 unidades, enquanto a Biz registra 12.530 no relatório corrente de setembro. A diferença entre as duas é pequena quando comparada à distância existente para a CG. Ambas permanecem entre os veículos motorizados mais vendidos do país. (Fenabrave)
Na parcial fechada até 14 de setembro, a Pop havia registrado 10.901 unidades e apresentava alta de 7,7% em relação ao ritmo de agosto. A Biz contabilizava 10.375 e mostrava crescimento de 13,9%. Um dia depois, os volumes já haviam avançado para 12.059 e 11.472 unidades, respectivamente. A sequência diária mostra que os modelos mantiveram ritmo elevado durante a primeira metade do mês. (CAR.BLOG.BR)
A quarta posição reforça ainda mais a concentração. A Honda NXR 160 aparece com 8.983 unidades. Somente depois dela surge um modelo de outra operação: a Sport 110i, com 4.800 unidades no relatório corrente da Fenabrave. Considerando exclusivamente os primeiros lugares, portanto, a Honda mantém uma presença muito forte no mercado nacional de duas rodas. (Fenabrave)
Isso não significa que o mercado esteja parado. Novas marcas, scooters, motocicletas elétricas e diferentes modelos de negócio estão ampliando a variedade disponível no Brasil. Ainda assim, o ranking de setembro mostra que essa diversificação ainda convive com uma concentração muito grande nos modelos tradicionais de baixa cilindrada. Para fabricantes que pretendem desafiar essa liderança, preço competitivo é apenas uma parte da equação: disponibilidade de peças, rede de atendimento, manutenção e confiança na marca também pesam na decisão.
O que esperar do mercado de motos até o fim de setembro?
O principal cuidado na leitura dos números é que setembro ainda não terminou. Os 26.095 emplacamentos da CG e os resultados dos demais modelos representam uma fotografia parcial do mês. A classificação definitiva só poderá ser estabelecida depois da consolidação dos registros realizados até o último dia útil. (Fenabrave)
Ainda assim, a distância construída pela CG indica a continuidade de uma liderança que já vinha sendo observada durante o ano. Até 15 de setembro, por exemplo, o modelo acumulava 23.854 unidades, contra 12.059 da Pop e 11.472 da Biz. O avanço posterior para mais de 26 mil unidades preservou a estrutura do pódio, sem uma aproximação suficiente das concorrentes para mudar as primeiras posições. (CAR.BLOG.BR)
O cenário de 2026 também é sustentado por uma expansão mais ampla do setor. No primeiro trimestre, foram registradas aproximadamente 571 mil motocicletas, 20,6% acima do mesmo período anterior. Março sozinho ultrapassou 221 mil unidades, segundo levantamento baseado nos dados do mercado. Esse desempenho ajuda a explicar por que as fabricantes continuam ampliando portfólios e disputando categorias que vão das pequenas motos urbanas às trails, scooters e modelos de maior cilindrada. (Motonline.com.br)
Para o consumidor, o fechamento de setembro ajudará a mostrar se o ritmo observado na primeira metade do mês será mantido. Para a indústria, porém, uma tendência já está bastante clara: as motocicletas pequenas continuam sendo o núcleo do mercado brasileiro. CG 160, Pop 110i e Biz ocupam novamente as três primeiras posições, enquanto a NXR 160 completa a forte presença da Honda no topo. O resultado definitivo ainda depende dos últimos dias de setembro, mas a disputa pela liderança começa a entrar na reta final com a CG novamente em vantagem expressiva.
Fontes:
Fenabrave — ranking atualizado dos veículos mais vendidos em setembro de 2026
CarBlog — ranking de motos com dados até 14 de setembro
CarBlog — ranking atualizado até 15 de setembro
Fenabrave — relatórios oficiais de emplacamentos
Motonline — desempenho do mercado brasileiro de motocicletas em 2026
